Uso de tecnologias educacionais

                                                                                                      Andreia Jorge da Silva Dias
                                                                                                            Sueéllen Kruger Sancio
Disciplina: Cibercultura em Educação
Especialização em Tecnologia Educacional - CEFOR/IFES





CIBERCULTURA






De acordo com os textos e as entrevistas do filósofo e pesquisador Pierry Levy ficou claro que ciberespaço é uma nova forma de comunicação entre os seres humanos, para esse autor esse novo meio permite milhões de possibilidades para os sujeitos se comunicarem. No ciberespaço, portanto, temos de interconexão entre as pessoas por meio da internet. 

A internet que foi classificada em três gerações: a primeira refere-se a etapa de publicações com link, mas estáticos que permitia ao usuário apenas a navegação entre as informações. Na segunda geração, além de navegar, o usuário podia interagir entre com outros sujeitos que estavam navegando na internet, há a inclusão hipermídia e hipertexto. A terceira geração, chamada de web semântica social, além da interação ela permite conhecimento coletivo, por exemplo, conhecimento do sujeito que estão navegando e suas preferências ficam registradas e identificadas em outros sites não navegados. 

Segundo Lévy, o neologismo “cibercultura”, especifica o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço. (Lévy, 1999 p. 17). Ela se constitui da partir do ciberespaço e especifica várias culturas num mesmo espaço.
... ...? o programa da cibercultura é o universal sem totalidade. Universal, já que a interconexão deve ser não apenas mundial, mas quer também atingir a compatibilidade ou interoperabilidade generalizada. Universal, pois no limite ideal do programa da cibercultura qualquer um deve poder acessar de qualquer lugar as diversas comunidades virtuais e seus produtos” (LEVY, 1999, p.132).
Na cibercultura o crescimento é orientado por interconexão; comunidades virtuais construídas a partir de afinidades de interesses, conhecimento, projetos, cooperação e troca; e também por meio da inteligência coletiva que surgem com a colaboração entre os seres humanos que se constitui na diversidade. Esses sujeitos alimentam o universo de informações, utilizando suas funções cognitivas tais como raciocínio, memória e imaginação.

Neste contexto, também, temos o conceito do que é virtual que se encontra desterritorializado, ou seja, não há separação entre estados e países. O mundo virtual abriu um novo universo para os seres humanos. Qualquer assunto pode ser encontrado facilmente com um simples click. As informações são comentadas e espalhadas pelo globo em questão de segundos.

Nossa sociedade é pautada no ciberespaço. Nesse contexto observa-se uma reorganização de todos os campos da sociedade para essa nova forma de comunicação, a linguagem falada deu lugar a escrita.
“O uso crescente das tecnologias digitais e das redes de comunicação interativa acompanha e amplifica uma profunda mutação na relação com o saber. Ao prolongar determinadas capacidades cognitivas humanas (memória, imaginação, percepção), as tecnologias intelectuais com suporte digital redefinem seu alcance, seu significado, e algumas vezes até mesmo sua natureza. As novas possibilidades de criação coletiva distribuída, aprendizagem cooperativa e colaboração em rede oferecidas pelo ciberespaço colocam novamente em questão o funcionamento das instituições e os modos habituais de divisão do trabalho, tanto nas empresas como nas escolas. Como manter as práticas pedagógicas atualizadas com esses novos processos de transação de conhecimento? Não se trata aqui de usar as tecnologias a qualquer custo, mas sim de acompanhar consciente e deliberadamente uma mudança de civilização que questiona profundamente as formas institucionais, as mentalidades e a cultura dos sistemas educacionais tradicionais e sobretudo os papéis de professor e de aluno” (Lévy, 1999 p. 172).
O uso de tecnologias digitais impõem novas formas de relação e de aprendizados. Aproveito essa parte trabalhada por Lévy, para falar um pouquinho sobre o ensino. A educação têm se modernizado e atualizado para atender as novas gerações. Sabe-se que os antigos métodos de ensinar não atendem as atuais demandas. O professor precisa atualizar-se e colocar-se a par das novas tendências educacionais, servir como mediador entre as informações veiculadas no meio virtual e a partir daí fomentar a discussão e criticidade.

Referências bibliográficas

LÉVY, Pierre. Trad. Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Editora 34, 1999. Disponível em: http://cmapspublic2.ihmc.us/rid=1P6XWR214-2T164M-29L2/Cibercultura.cmap. Acesso em: 28 jul. 2015. 

NOBRE, Isaura A. M. Docência Coletiva: saberes e fazeres na educação a distância. Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Espírito Santo, 2013, p.23-25. Disponível em: http://cmapspublic2.ihmc.us/rid=1P6XWR214-2T164M-29L2/Cibercultura.cmap. Acesso em: 02 ago. 2015.


Mais informações sobre Cibercultura.




www.youtube.com/watch?v=oPuKRiA-4JI



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